Semana da Visibilidade Lésbica 2019

22/08/2019 15:27

No dia 29 de agosto é comemorado o dia Nacional da visibilidade Lésbica.
Para lembrar a todos desta data a equipe SAAD/CDGEN preparou a Semana da Visibilidade Lésbica, dos dias 26 a 30 de agosto. O objetivo é colocar em discussão os assuntos que permeiam a vida de mulheres lésbicas. Durante toda a semana ocorrerá a exposição Cotidianos e (in)visibilidades, no Hall da Reitoria 1, com poemas de autoras lésbicas que permeiam o cotidiano da mulher lésbica.

Dia 27 – Sessão de curtas Mostra Uma Câmera na Mão, Sapatão!
Sessão da Mostra Uma Câmera na Mão, Sapatão!, a primeira mostra itinerante em Florianópolis com foco especificamente em obras cinematográficas que abordam temas de representatividade lésbica. A mostra acontece até dia 29 e a programação pode ser conferida no link: https://www.facebook.com/events/2542653095774281/?active_tab=discussion
Local: Espaço cultural gênero e diversidade – UFSC

Dia 29 – Piquenique e poesia
Um espaço de confraternização, escuta e empatia para comemorar o Dia Nacional da visibilidade lésbica.
Local: Concha – CCE/UFSC

 

 

Grupo Refletindo Masculinidades inicia suas atividades no segundo semestre!

16/08/2019 13:15

O Grupo Refletindo Masculinidades tem reunido desde 2018 estudantes e servidores dos mais diversos cursos. Tem como objetivo refletir sobre como é construída e vivenciada a(s) masculinidade(s) em nossa sociedade. Os temas, escolhidos pelos próprios membros, já perpassaram por: amizade e rivalidade entre homens, mercado de trabalho, paternidade, violências, saúde do homem, privilégios, sexualidade e outros. O grupo tem se mantido e aprofundado suas temáticas a cada semestre.

PARTICIPE. O GRUPO É QUINZENAL E ABERTO. VOCÊ PODE COMEÇAR A PARTICIPAR A QUALQUER MOMENTO!

A atividade é organizada pelos psicólogos da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Combate à violência de Gênero (CDGEN), da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (SAAD) da UFSC.

Venha refletir coletivamente sobre as relações entre masculinidade, personalidade, saúde e violência.

Uma vida sem violência é possível!

Mesa-redonda : Violência contra a mulher na UFSC – rede de apoio e aspectos jurídicos

08/08/2019 11:18

No dia 15 de agosto de 2019 (19h), no auditório da reitoria 1 da UFSC, a Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), promoverá  uma mesa-redonda para discutir os aspectos jurídicos relativos à violência contra a mulher, mas, também, a rede de apoio às mulheres que sofrem violência na UFSC. Foram convidados alguns atores que atuam diretamente com a temática – conforme cartaz abaixo. Participe conosco desse debate!

 

Exposição “Do que você se orgulha?”

27/06/2019 15:31

Este ano comemoramos 50 anos de Luta. 50 anos de Stonewall. E por isso convidamos você a vir conhecer nossa exposição “Do que você se Orgulha?”!
Ah mas você não sabe o que foi Stonewall? Então vem aprender e conversar com a gente sobre essa luta que marca o dia internacional do orgulho LGBTQIA+, dia 28 de junho.
A exposição está acontecendo no hall da Reitoria 1 da UFSC durante toda essa semana, contando com as bandeiras dos movimentos LGBTQIA+ e suas explicações, e recados da comunidade LGBTQIA+ (enquete realizada pela La Kahlo Bodega e 8M Brasil – SC ).
Venha comemorar e mostrar por que você se Orgulha de você ou de seus amigues!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/317380665805857/

 

Nota de Pesar

15/05/2019 19:50

É com pesar que comunicamos que Renata Rebello, 58 anos, travesti e estudante de filosofia desde 2017, faleceu às 12:50h deste domingo (12), após sofrer derrame cerebral isquêmico. Renata nos deixou após dias internada no hospital. O enterro será amanhã, na terça-feira (14), no Cemitério Municipal Itacorubi, São Francisco de Assis, na Rua Pastor William Richard Schisler Filho, 452 – Itacorubi.

Será feito um memorial para que a família e os amigos possam se despedir e fazê-la uma última homenagem. Para Renata, seus colegas de curso eram de grande importância. Segundo amigos próximos, ela os consideravam como família – que ela deixou de ter após sua transição de gênero.

Com filho, mulher e família, durante 40 anos ela resolveu esconder-se e não fazer sua transição para mulher. Nascida numa sociedade ancorada em uma cultura conservadora à nível mundial, Renata sofreu sozinha parte de sua vida particularmente devido ao regime ditatorial brasileiro.

“Durante o ensino médio minha libido explodiu. Resolvi ir a uma boate gay. Comprei roupas de menina, raspei os pelos do corpo, bebi uísque com comprimidos. Passei a noite dançando e desfilando, feliz, embriagada, sem qualquer autocensura. No dia seguinte, arrependimento profundo. Algum tempo depois, durante minha segunda jornada pelas ruas vestida de menina, fui cercada por vários rapazes. Encheram-me de socos e pontapés. Não havia onde denunciar a agressão. Se eu fosse até a delegacia mais próxima, teria apanhado pela segunda vez. Estávamos sob ditadura militar. “Toma! Aprende a ser homem!”, diziam os rapazes, enquanto ensopavam minha cara de sangue. Não cheguei a aprender a ser homem. Mas desisti de ser travesti”, escreveu ela em seu blog próprio em 2017.

Há 18 anos, ela resolveu assumir a Renata que existia dentro de si. Renata, pois, significa renascimento, dizia ela. Saiu da sua cidade natal, passou por São Paulo e Salvador e chegou a Florianópolis, onde resolveu cursar filosofia aos 56 anos.

A CDGEN/SAAD e NETRANS, juntamente com o Centro Acadêmico de Filosofia, em nome de todos os seus colegas e amigos de curso, sente muito por essa perda. Nos solidarizamos e prestamos nossa homenagem.

P.S.: Texto escrito pelo Centro Acadêmico de Filosofia.

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